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terça-feira, 5 de maio de 2009

ainda vou me inspirar para as coisas do cotidiano... mais por enquanto
a poesia me dá vida... e se faz vida!

Esse sono, essa poesia que não sai
Esse sol que tarda surgir
Essa caneta, esse papel

Essa rua que não cansa
Os lençóis sussuram a minha falta
Os pássaros cantam o que não
é chegada sua hora

E eu aqui suspiro
O que ainda não aconteceu.

Coisas minhas

Coisas belas
Pensamentos leves
Onde estão que há muito
Me abandonaram?

Não tardem a voltar
Pois quero voltar
Ao centro inicial
Onde estão as coisas
belas, leves
e minhas

Poesia

Da janela
Eu quero o outro
O outro que outrora
Era outro

E ele nem tem a idéia
Outro era quem eu amo
E agora quem é esse?
Onde está o outro?
Que outrora era outro

Quem sabe outro dia
Eu encontro o outro
Nessas ruas dessa outra cidade.