Podia jurar que sentia... Sentia o cheiro, o gosto do seu corpo, a textura de sua boca e o calor da sua pele.
Mesmo que já houvesse passado, alguns meses, anos talvez, ele não se enganava. Ela ainda estava lá, impregnada na sua lembrança, exalando desejo na pele, ligados pela inexplicável intensidade do que foi aquele encontro. Um segredo, silenciosamente sufocado, guardado. Silêncio que só podia ser interrompido se ela dissesse novamente: - Quero você.
E ele pressentia que, em breve ouviria docemente essas palavras. Assim se sentiria mais paz, pois teria outro segredo, e recriaria outras noites e poderia lembrar de outras sensações já adormecidas, porém não esquecidas.

Essas lembranças adormecidas... Lindo o texto minha amiga, pura e nua verdade.
ResponderExcluirulalá!
ResponderExcluiro parágrafo do meio termina de maneira muito intensa =)